The Queen Is Dead foi o terceiro álbum de estúdio da banda de indy rock inglesa The Smiths, lançado em 16 de junho de 1986 na Inglaterra pela Rough Trade Records e posteriormente lançado nos Estados Unidos em 23 de junho de 1986 através da Sire Records. O esse álbum alcançou a 70ª posição na Billboard 200 nos EUA, e foi certificado como Gold pela RIAA no final de 1990.
Ficha Técnica
Álbum de estúdio de The Smiths
Lançamento 16 de junho de 1986
Gravação 1985
Gênero(s): Indie, rock, indie pop, pós-pun
Duração 37:07
Formato(s) LP
Gravadora(s) Rough Trade (Reino Unido)
Sobre a composição das músicas
O guitarrista Johnny Marr compoz várias melodias que mais tarde apareceriam em The Queen Is Dead, no período que o grupo excursionava pelo Reino Unido no início de 1985, trabalhando em arranjos com o Andy Rourke e o Mike Joyce durante as passagens de som nos ensaios.
A inspiração para o título do álbum originou-se de um romance escrito em 1964, Last Exit to Brooklyn, do escritor norte-americano Hubert Selby Jr. Já a capa, criada por Morrissey, é uma foto do ator Alain Delon, tirada do filme L’Insoumis, de 1964 Terei o direito de matar? (L’Insoumis) tambêm de 1964, a imagem foi aprovada pelo próprio Alain Delon.
“The Boy with the Thorn in His Side”, e foi escrita em turnê em meados de 1985. A letra da música se refere alegoricamente à experiência da banda em relação a rejeição da indústria da música. Em 2003, Morrissey a escolheu como sua canção favorita dos Smiths.
Uma demo da instrumentação de “Some Girls Are Bigger Than Others” foi enviada pelo correio por Marr para Morrissey em meados de 1985, Morrissey completou a canção compondo a letra.
“Frankly, Mr. Shankly”, “I Know It’s Over” e “There Is a Light That Never Goes Out” foram escritas durante uma grande uma sessão de composição em meados de 1985 na casa de Marr, em Browdon, na grande Manchester. Rumores indicavam que a primeira dessas havia sido endereçada à Geoff Travis, chefe da gravadora dos Smiths, a Rough Trade. Travis, desde então, a descrevia como “uma letra engraçada” sobre “o desejo de Morrissey de estar em algum outro lugar”, reconhecendo que um verso da música sobre “poesia horrível e sangrenta” era uma referência a um poema que ele havia escrito para Morrissey.
“There Is a Light That Never Goes Out” apresenta letras tiradas da canção “Lonely Planet Boy”, do New York Dolls. De acordo com Marr: A composição de cordas da música foi inspirada no cover dos Rolling Stones para “Hitch Hike”, de Marvin Gaye, cuja versão original serviu de inspiração para a música “There She Goes Again”, do Velvet Underground.
A música de “Never Had No One Ever”, completada em agosto de 1985, era baseada em uma demo que Marr havia gravado em dezembro de 1984, inspirada em “I Need Somebody”, dos Stooges. De acordo com Marr: “A atmosfera desta música resume muito bem a de todo o álbum e como foi gravá-lo”. A letra da música reflete o sentimento de Morrissey de insegurança e, por ser de uma família de imigrantes, de inadequação que ele sentia nas ruas de Manchester.
“The Boy with the Thorn in His Side”, “Bigmout Strikes Again “ e “Frankly, Mr. Shankly” estrearam ao vivo durante uma turnê pela Escócia, entre setembro e outubro de 1985, na qual “The Queen Is Dead” e “There Is a Light That Never Goes Out” passaram pela checagem de som.
“The Queen Is Dead” foi baseada em uma música que Marr começou a escrever quando era adolescente.
“Cemetry Gates” foi adicionado tardiamente ao álbum. Marr não acreditava que a parte de guitarra era interessante o suficiente para ser desenvolvida em uma música, mas Morrissey achou que deveria, quando ouviu Marr tocá-la.
O Processo de Gravação do Álbum
O álbum foi produzido por Morrissey e Marr, trabalhando predominantemente com o engenheiro de som Stephen Street, que já havia trabalhado com a banda em seu álbum anterior, Meat Is Murder. Street lembrou: “Morrissey, Johnny e eu tivemos um bom relacionamento de trabalho – nós éramos todos aproximadamente da mesma idade e gostávamos do mesmo tipo de coisas, então todos se sentiram bastante relaxados no estúdio”.
Na época, o grupo estava tempo dificuldades com a gravadora Rough Trade. No entanto, de acordo com Street “isso não atrapalhou a gravação porque a atmosfera do estúdio era muito, muito construtiva”.
A primeira música do álbum a ser gravada, em julho de 1985, foi “The Boy with the Thorn in His Side”. A gravação, feita com Street em um pequeno estúdio em Manchester e inicialmente planejado como uma demo, foi considerada pela banda como boa o suficiente para ser lançada com um single. Começou a ser vendida em 16 de setembro de 1985 e ficou em 23º lugar no UK Singles Chart.
Em agosto de 1985, “Bigmouth Strikes Again” e “Some Girls Are Bigger Than Others” foram gravadas no RAK Studios, em Londres, junto com as B-sides de “The Boy with the Thorn in His Side”, “Asleep” e “Rubber Ring”. Kirsty MacColl fez o backing vocal para “Bigmouth Strikes Again” que foi considerado “muito esquisito” por Marr e posteriormente substituído por um vocal acelerado de Morrissey na mixagem final, o qual foi creditado ao pseudônimo Ann Coates no encarte de The Queen Is Dead. “Some Girls Are Bigger Than Others” inclui um falso fade no início, feito por Street com a intenção de dar a impressão de uma porta fechando e abrindo novamente. Durante a mesma sessão, uma primeira versão de “Never Had No-one Ever” foi gravada.
A maior parte do álbum foi gravada no final de 1985, no Jacob Studios, em Farnham, sob o título provisório de “Margaret on the Guillotine”.
“Frankly, Mr. Shankly” foi uma tentativa de recriar a “vibe” da música “Puppet on a String”, de Sandie Shaw, apesar de “não ter funcionado bem assim”, segundo Marr.
Linda McCartney foi convidada a tocar piano nessa faixa, mas recusou, e uma primeira tomada incluindo um trompetista foi descartada. A versão originalmente planejada para inclusão no álbum foi arruinada por uma falha técnica na fita e a música foi regravada com John Porter no Wessex Studios, em Londres.
“The Queen Is Dead” ficou entre as últimas músicas a serem gravadas. Seu característico loop de tom-tom foi criado por Mike Joyce e Stephen Street usando um sampler. Uma linha de feedback de guitarra foi tocada por Marr com um pedal wah-wah durante toda a música.
Em fevereiro de 1986, já com as gravações do álbum The Queen is Dead concluídas, Morrissey confessava a Dave DiMartino da revista Creem, que não compreendia os jornalistas que defendiam haver dois públicos para os Smiths, o seu e o de Johnny Marr: “Se realmente gostam do grupo de alguma forma quer gostem das palavras ou da música não vão querer denegrir nenhum dos departamentos. Porque para mim o que é essencial são os Smiths como um todo. E o grupo é tão perfeito que cortá-lo em secções é escusado e ridículo”. Cinco anos mais tarde, no cabeçalho de uma entrevista à francesa Les Inrockuptibles, o mesmo Morrissey garantia que nada tinha mudado depois da separação dos Smiths: “No meu íntimo, eu sempre estive a solo”.
Faixas
| N.º | Título | Duração | |
|---|---|---|---|
| 1. | “The Queen Is Dead” (inclui “Take Me Back to Dear Old Blighty” (medley), escritor por A.J. Mills, Fred Godfrey e Bennett Scott) | 6:24 | |
| 2. | “Frankly, Mr. Shankly“ | 2:17 | |
| 3. | “I Know It’s Over” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 5:48 | |
| 4. | “Never Had No One Ever” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 3:36 | |
| 5. | “Cemetry Gates” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 2:39 | |
| 6. | “Bigmouth Strikes Again” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 3:12 | |
| 7. | “The Boy with the Thorn in His Side” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 3:15 | |
| 8. | “Vicar in a Tutu” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 2:21 | |
| 9. | “There Is a Light That Never Goes Out” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 4:02 | |
| 10. | “Some Girls Are Bigger Than Others” – Compositores: Morrissey e Johnny Marr | 3:14 | |
| Duração total: | 36:48 |
Lançamento
The Queen Is Dead foi lançado em junho de 1986, precedido pelo lançamento do single “Bigmouth Strikes Again” em maio, único single tirado do álbum.
The Queen Is Dead foi aclamado pela crítica e é considerado um dos álbuns mais marcantes do anos 80, assim como um dos melhores álbuns de todos os tempos. Em uma análise mais contemporânea do álbum, Mark Coleman, da revista Rolling Stone, comentou sobre o senso de humor de Morrissey e destacou a performance do cantor em “Cemetry Gates” como um dos pontos altos, concluindo que “goste ou não, esse cara vai estar por aí por um tempo”.
Escrevendo para a revista pop Smash Hits, Tom Hibbert deu uma análise favorável, afirmando que “as guitarras são ótimas, algumas das letras são maravilhosas, outras são como arranhões na carteira da escola”, assim como descreveu Morrissey como “metade gênio, metade bufão”. Robert Christgau, do Village Voice, escreveu que a despeito de não gostar dos álbuns anteriores dos Smiths, The Queen Is Dead ganhou sua atenção instantânea, onde ele descobriu que “Morrissey tirou sua sagacidade da manga, servindo a rainha como Johnny Rotten nunca fez”, o que “torna mais fácil acompanhar suas escapadas lunáticas”.
O site Pitchfork listou The Queen Is Dead como o sexto melhor álbum dos anos 80. Em 2003, o álbum foi o 216º na lista de 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos, da revista Rolling Stone. Em 2006, foi nomeado o segundo melhor álbum britânico de todos os tempos pela revista NME. Ainda em 2006, a revista Q pôs o álbum como o terceiro colocado em sua lista de “40 Melhores Álbuns dos anos 80”.
A revista britânica Clash adicionou The Queen Is Dead a sua “Classic Album Hall of Fame” na edição de junho de 2011, dizendo que “é um álbum para se perder ouvindo; tem profundidade, foco e algumas ótimas melodias. É fácil ver por que o álbum é tão valorizado pelos fãs de Smiths e por que, uma década depois, tornou-se uma influência fundamental para todo o Britpop”. Em 2012, a Slant Magazine listou o álbum no número 16 de sua lista de “Melhores Álbuns dos anos 80” e afirmou: “Provavelmente nunca haverá um álbum indie-rock tão bom quanto The Queen Is Dead”. Em 2013, The Queen Is Dead foi classificado como o melhor disco de todos os tempos na lista “Melhores Álbuns de Todos os Tempos” da revista NME.
The Queen is Dead, é a obra maior dos Smiths, marca o auge da sua carreira e tambêm o fim, o grupo daria o seu último concerto nesse mesmo ano, a 12 de dezembro, na Brixton Academy no mesmo ano de 1986. Quando o quarto e derradeiro álbum dos Smiths, Strangeways, Here We Come, foi editado em setembro de 1987, o grupo já se tinha separado. Como a personagem representada por John Derek em Knock On Any Door, também os Smiths pareciam ter vivido rápido, morrido jovens.
Edição de Colecionador foi lanaçada em 2017, incluindo o disco original e mais três DVDs.
| Disco dois: Gravações adicionais | |||
|---|---|---|---|
| N.º | Título | Duração | |
| 1. | “The Queen Is Dead” (full version) | 7:14 | |
| 2. | “Frankly, Mr. Shankly” (demo) | 2:18 | |
| 3. | “I Know It’s Over” (demo) | 5:48 | |
| 4. | “Never Had No One Ever” (demo) | 4:40 | |
| 5. | “Cemetry Gates” (demo) | 3:01 | |
| 6. | “Bigmouth Strikes Again” (demo) | 3:06 | |
| 7. | “Some Girls Are Bigger Than Others” (demo) | 3:57 | |
| 8. | “The Boy with the Thorn in His Side” (demo) | 3:18 | |
| 9. | “There Is a Light That Never Goes Out” (take 1) | 4:25 | |
| 10. | “Rubber Ring” (single B-side) | 3:54 | |
| 11. | “Asleep” (single B-side) | 4:02 | |
| 12. | “Money Changes Everything” (single B-side) | 4:41 | |
| 13. | “Unloveable” (single B-side) | 3:55 | |
| Duração total: | 54:19 |
Disco três: Live in Boston
| N.º | Título | Duração | |
|---|---|---|---|
| 1. | “How Soon Is Now?” | 5:25 | |
| 2. | “Hand in Glove” | 2:58 | |
| 3. | “I Want the One I Can’t Have” | 3:24 | |
| 4. | “Never Had No One Ever” | 3:26 | |
| 5. | “Stretch Out and Wait” | 3:12 | |
| 6. | “The Boy with the Thorn in His Side” | 3:34 | |
| 7. | “Cemetry Gates” | 3:01 | |
| 8. | “Rubber Ring / What She Said / Rubber Ring” | 4:17 | |
| 9. | “Is It Really So Strange?” | 3:22 | |
| 10. | “There Is a Light That Never Goes Out” | 4:09 | |
| 11. | “That Joke Isn’t Funny Anymore” | 4:51 | |
| 12. | “The Queen Is Dead” | 5:05 | |
| 13. | “I Know It’s Over” | 7:36 | |
| Duração total: | 54:14 |
Disco quatro – DVD: The Queen Is Dead – A Film by Derek Jarman
| N.º | Título | Duração | |
|---|---|---|---|
| 11. | “The Queen Is Dead” | 6:28 | |
| 12. | “There Is a Light That Never Goes Out” | 4:03 | |
| 13. | “Panic” | 2:18 | |
| Duração total: | 12:49 |
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