A canção “O Angú do Barão” é uma cançoneta humorística de grande sucesso no início do século XX no Brasil. Embora tenha sido gravada e popularizada também na voz de Eduardo das Neves em 1907, sua composição original é de Ernesto de Souza e sua gravação mais famosa de estreia foi feita pelo cantor Bahiano em 1903.
História e Contexto
- Composição: Escrita por Ernesto de Souza. [1, 3]
- Primeira Gravação: Lançada pelo cantor Bahiano em 1903 pela gravadora Zon-O-Phone.
- Versão de Eduardo das Neves: O célebre palhaço, cantor e compositor Eduardo das Neves a interpretou e transformou a faixa em uma das músicas mais populares do Brasil no ano de 1907.
- Enredo: A letra narra, de forma cômica e satírica, a história de um homem que aceita o convite para almoçar um angu na casa de um velho Barão. No entanto, o verdadeiro interesse do convidado não é a comida, mas sim os encantos da jovem esposa do anfitrião (a Baroneza). Enquanto o Barão se embriaga com cálices de Parati, o convidado aproveita para flertar com a moça.
Trecho da Letra
“Convidado um dia. Só por cortezia.
Fui a casa d’um Barão
Um velhinho curvo. De olhar já turvo.
Mas casado, com um peixão.
Para apreciar. Com elle almoçar.
Um angú de quitandeira.
Lá fui, não pelo angu.
Mas pelos olhos da Baroneza faceira!Á medida que o angu descia.
Meu peito ardia.
Mas esse ardor.
Não era de pimenta.
Que qualquer agüenta.
Era só de amor…”