Nas décadas de 1980, muitas bandas surgiram e se destacaram com diversos hits, moldando a paisagem musical da época. Entre essas bandas, Dead or Alive, liderada pelo carismático e polêmico vocalista Pete Burns, teve uma trajetória notável e muitas vezes conturbada. A vida de Pete Burns, marcada por desafios pessoais e mudanças radicais, está intrinsecamente ligada à história da banda. Neste artigo, vamos explorar a ascensão e a queda do Dead or Alive, ao mesmo tempo em que mergulhamos na vida íntima de seu saudoso frontman.
As Origens: Antes do Dead or Alive
Pete Burns, antes de formar o Dead or Alive, passou por outras experiências musicais. Sua primeira banda, Mystery Girls, teve uma existência efêmera, realizando apenas um show. Posteriormente, Burns integrou o Nightmares on Wax, uma banda pós-punk com uma pegada gótica. Com essa formação, ele lançou um EP e começou a chamar a atenção na cena musical.
A Formação do Dead or Alive
Nos anos 80, enquanto o Nightmares on Wax estava em estúdio gravando novas músicas, a banda mudou seu nome para Dead or Alive. Essa nova fase contou com a presença de Wayne Hussey, que havia saído do Sisters of Mercy e que, mais tarde, formaria o The Mission. Após três anos de shows e turnês, o Dead or Alive assinou com a Epic Records. O primeiro single com a gravadora, “Misty Circles”, entrou no Top 100 das paradas britânicas.
O Sucesso Comercial
Em 1984, o Dead or Alive lançou seu primeiro álbum, “Sophisticated Boom Boom”. O disco trouxe o primeiro grande hit da banda, “That ‘s the Way (I Like It)”, que chegou ao Top 40 no Reino Unido. O sucesso comercial, no entanto, veio com o segundo álbum, “Youthquake”, lançado em 1985. Desse álbum, o single “You Spin Me Round (Like a Record)” se tornou um sucesso mundial, alcançando o primeiro lugar nas paradas britânicas e entrando no mainstream global.
Vida Pessoal e Polêmicas de Pete Burns
Assim como Boy George, Pete Burns chamou a atenção não apenas por sua música, mas também por seu visual andrógino e excêntrico. A rivalidade entre Burns e Boy George era amplamente comentada, com Burns acusando Boy George de roubar seu estilo. Essa disputa pelo “reinado” da androginia adicionou um elemento extra de drama à cena musical da época.
Pete Burns teve uma vida pessoal marcada por altos e baixos. Em sua autobiografia, “Freak Unique”, lançada em 2006, ele descreve abertamente suas dificuldades, incluindo abusos na infância, depressão e tentativas de suicídio. Seu vício por cirurgias plásticas também foi um ponto central de sua vida, com Burns admitindo ter feito mais de 300 procedimentos. As cirurgias transformaram radicalmente sua aparência, tornando-o uma figura frequentemente discutida e polêmica.
A Era de Ouro e a Decadência
O Dead or Alive continuou a lançar álbuns nos anos 80 e início dos anos 90. Em 1986, o single “Brand New Lover” do álbum “Mad, Bad, and Dangerous to Know” alcançou o número 13 na parada pop da Billboard e o primeiro lugar na parada de dance music. No Reino Unido, a faixa “Something in My House” também fez sucesso, misturando dance com influências góticas.
Apesar dos sucessos iniciais, a popularidade da banda começou a declinar. Mudanças na formação e na direção musical levaram a uma queda na relevância midiática. O álbum “Nukleopatra”, lançado em 1995, marcou uma tentativa de retorno, mas não conseguiu recapturar o brilho dos anos anteriores.
A Transformação e o Legado de Pete Burns
Na década de 2000, Pete Burns tornou-se uma espécie de subcelebridade, mais conhecido por sua aparência excêntrica do que pela música. Ele participou do “Celebrity Big Brother” em 2006 e continuou a atrair atenção por suas transformações físicas. Em 2007, Burns se casou com Michael Simpson, e em 2013 lançou um último single em carreira solo.
O Dead or Alive também lançou uma coletânea de singles e um álbum de remixes em 2000, mas esses lançamentos tiveram pouco impacto. Pete Burns faleceu em 2016, aos 57 anos, vítima de um ataque cardíaco. Sua morte marcou o fim de uma era para muitos fãs que o acompanharam desde os anos 80.
A trajetória de Dead or Alive e Pete Burns é um exemplo clássico de como a música e a vida pessoal de um artista podem estar profundamente entrelaçadas. A banda, que inicialmente se destacou com hits dançantes e visuais ousados, deixou uma marca indelével na música dos anos 80. A vida de Pete Burns, repleta de controvérsias e transformações, serve como um lembrete de como o mundo do entretenimento pode ser tanto glamouroso quanto cruel.
Apesar de sua carreira meteórica e de suas dificuldades pessoais, Pete Burns e Dead or Alive continuam a ser lembrados pelas músicas icônicas e pela contribuição única à cultura pop. Suas canções ainda ressoam nas noites de nostalgia e nas pistas de dança, garantindo que seu legado perdure.
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