No vasto e complexo universo da música popular brasileira, poucas obras conseguem sintetizar tão bem a transição entre o século XIX e o nascimento da indústria fonográfica quanto a polca instrumental “Só Para Moer”. Composta originalmente em 1877 por Viriato Figueira da Silva, a peça ganhou status lendário ao ser eternizada na interpretação virtuosa do flautista Patápio Silva, gravada pela Odeon Record no início do século XX. Mais do que uma simples polca, “Só Para Moer” é um marco estético e histórico. Ela representa o encontro entre a tradição europeia das danças de salão e a invenção brasileira do choro, […]
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