Há canções que pertencem ao seu tempo — e há aquelas que, ao mesmo tempo em que o definem, o transcendem. “Vai Passar”, de Chico Buarque e Francis Hime, é um desses raros casos em que a música popular deixa de ser apenas trilha sonora e se torna documento histórico, crônica política e, sobretudo, expressão estética de um país em transformação. No apartamento de Tancredo Neves, em Copacabana, no Rio de Janeiro, a passagem do ano de 1984 para 1985 foi embalada por esse samba recém-lançado. Não se tratava de uma escolha casual. Aquele momento condensava uma expectativa coletiva: o […]
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